Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia discute portaria que modifica atendimento aos doentes renais crônicos

08/08/2018 às 12:51 Prefeitura de Jequié
Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia discute portaria que modifica atendimento aos doentes renais crônicos
Foi realizada na manhã desta quarta-feira, 8, em Salvador, mais uma reunião do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (CONSEMS/BA). O encontro tratou sobre os municípios executores da Terapia Renal Substitutiva e sobre a nova Portaria do Ministério da Saúde, 1.675/2018, publicada no dia 08/06/18, no Diário Oficial da União e que alterou os critérios para a organização, funcionamento e financiamento do cuidado com a pessoa com doença renal crônica. Estiveram presentes a presidente do COSEMS/BA, Stela Souza; e o vice-presidente do COSEMS/BA, Hassan Iossef, vice-prefeito de Jequié e secretário municipal de Saúde; a diretora da Atenção Especializada da Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB), Alcina Romero Bulhosa; a superintendente de Gestão dos Sistemas de Regulação da Atenção à Saúde do Estado da Bahia, Ana Paula Andrade. Um dos assuntos de maior importância na Saúde, a Terapia Renal Substitutiva (TRS), que sofreu, após a publicação da Portaria e, de acordo com as discussões realizadas pelos representantes da Saúde no encontro, perdas consideráveis, deixando de primar pela segurança do paciente, possibilitando ainda mais a precarização dos serviços, permitindo agora que até 50 pacientes, em um mesmo turno de diálise, estejam sob a responsabilidade de um só médico nefrologista e só um enfermeiro. Além disso, a Portaria 1.675/2018 também aumentou o número de pacientes por técnico de enfermagem de quatro para seis, o que pode representar um maior risco aos pacientes.
“Por tratar-se de um serviço de alta complexidade e que exige vigilância constante e minuciosa, estamos preocupados na prestação do serviço a essas pessoas, para que o atendimento não seja precarizado e ofereça riscos a eles. Mesmo enfrentando uma grave crise com cortes nos repasses federais e queda no investimento da saúde pública, não podemos deixar piorar a qualidade da assistência aos pacientes e, em hipótese alguma, deixar, com isso, ocorrer complicações no atendimento e ou casos mais graves. Estamos discutindo isso, juntamente com todos os outros representantes da Saúde, dos municípios executores da Terapia Renal Substitutiva.”, disse o secretário de Saúde, Hassan Iossef.

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