
Como parte do calendário de ações do ‘Setembro Amarelo’, campanha nacional de prevenção ao suicídio, que tem como tema, este ano, ‘Viver é a melhor opção sempre’, a Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, realizou nesta segunda-feira, 17, na Unidade de Saúde da Família Doralize Vidal, no bairro Joaquim Romão, uma Roda de Terapia Comunitária Integrativa, com o objetivo de dialogar sobre as causas desse problema que afeta tantas pessoas e famílias, e que é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública. Participaram da ação, a coordenadora de Enfermagem, Thaís Barreto; a enfermeira e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGES) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Luana Machado; os profissionais da Unidade de Saúde e a comunidade.

Durante a Roda de Terapia Comunitária, as profissionais de saúde alertaram sobre os sinais apresentados por pessoas com tendências suicidas, sendo alguns deles, tristeza excessiva e isolamento, baixa autoestima, abandono de atividades anteriormente vistas como prazerosas, visão negativa sobre a vida e o futuro, diminuição ou ausência de autocuidado, entre outros. Identificar os sinais e estabelecer um diálogo é o primeiro passo para entender a condição do outro, construindo um elo de confiança, e orientando para a busca do apoio profissional, com psicólogos e até psiquiatras.
Preocupado com os casos de suicídio, o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde, divulgou pela primeira vez no Setembro Amarelo de 2017, um boletim epidemiológico com dados sobre o suicídio no Brasil. O diagnóstico registrou entre 2011 e 2016, 62.804 mortes por suicídio, a maioria (62%) por enforcamento. Os homens concretizaram o ato mais do que as mulheres, correspondendo a 79% do total de óbitos registrados. Os solteiros, viúvos e divorciados, foram os que mais morreram por suicídio (60,4%). Na comparação entre raça/cor, a maior incidência é na população indígena. A taxa de mortalidade entre os índios é quase três vezes maior (15,2) do que o registrado entre os brancos (5,9) e negros (4,7).

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é maior entre os homens, cuja taxa é de 9 mortes por 100 mil habitantes. Entre as mulheres, o índice é quase quatro vezes menor (2,4 por 100 mil). Na população indígena, a faixa etária de 10 a 19 anos concentra 44,8% dos óbitos. Os números que assustaram a Organização Mundial da Saúde (OMS), traz um alerta e estabelece uma meta de reduzir a taxa de suicídio em 10% até 2020.
"O Setembro Amarelo é um mês de prevenção e conscientização para o problema do suicídio em todo o país, e em nosso município, a Secretaria de Saúde tem se mobilizado para trabalhar contra o problema. Precisamos estar em alerta aos sinais apresentados pelas pessoas com tendências suicidas, estabelecendo um diálogo com eles, conquistando a confiança, para que entendam a sua condição, orientando para que busquem o apoio dos profissionais de Saúde, e assim, possamos evitar mortes e o crescimento dos índices de suicídio em nosso município.", disse o secretário de Saúde, Hassan Iossef.